17 de março de 2012

Notícias Missionárias-Violação da liberdade religiosa dos cristãos continua no Laos


Um cristão recém- convertido,de uma aldeia no interior do país, foi confrontado com a dificil decisão: deixar a fé cristã ou deixar a sua casa e propriedade. No momento, seu paradeiro é desconhecido. Em outro bairro, 10 famílias cristãs foram vítimas de uma ordem de expulsão.
As autoridades comunistas continuam a sua campanha de perseguição contra as comunidades protestantes do país, que são alvo de abusos e violações por serem consideradas "parte da conspiração dos EUA" para derrubar o governo. No passado, os cristãos foram sujeitos a prisões, chantagens e ameaças com a intenção de fazê-los renunciar à fé, muitos foram expulsos de suas aldeias e vilarejos e perderam o direito de estudar e receber assistência médica.
As muitas conversões registradas recentemente, especialmente entre as minorias étnicas, levaram o líder do partido comunista a fortalecer a campanha de repressão aos cristãos, só nas últimas semanas houve dois casos diferentes, contra um cristão recém-convertido em um vilarejo na província de Luang Namtha e contra 10 famílias em Luang Prabang.
Um dos casos diz respeito a um homem chamado Khamla, o cristão de uma vila no distrito de Viengphuka, província de Luang Namtha. Ele se converteu após ser curado de uma grave doença  através das fervorosas orações diárias feitas por um amigo de um bairro vizinho. As autoridades tentaram por repetidas vezes, ordenar a ele que abandonasse a fé cristã. Mas ao se recusar,  recebeu em 2 de março de oficiais do governo a prosposta de escolher entre sua fé ou deixar sua casa e bens. Isto porque, segundo algumas testemunhas, "as autoridades querem manter o cristianismo longe de Viengphuka". No momento não há informações sobre seu destino por causa da censura rigorosa sobre o assunto.
Outro caso remonta a meados de fevereiro, quando uma ordem de expulsão foi emitida por funcionários da vila de Hueyong, distrito de Pakoo, província de Luang Prabang, contra 10 famílias cristãs totalizando  65 fiéis. Oito das 10 famílias se converteram há apenas três meses, mas sem a "permissão" do departamento de assuntos religiosos da região que, por tal atrevimento, lançou uma campanha de perseguição a estes cristãos.
No Laos, nação dirigida por um regime comunista, desde 1975, a maioria da população (67%) de um total de 6 milhões de habitantes é composta de budistas, , os cristãos compõem cerca de 2% da população, dos quais 0,7% são católicos. Os casos mais frequentes de perseguição são contra a comunidade cristã protestante.

Notícias Missionárias-Pastor cubano sofre atentado e fica com sequelas


No dia 6 de fevereiro, o pastor cubano Reutilio Columbié foi encontrado inconsciente em uma rua, várias horas depois de deixar sua casa em Moa, província oriental de Holguín. O pastor tinha planejado viajar para a cidade de Holguin para apresentar uma queixa contra as autoridades que haviam confiscado um veículo pertencente à igreja.
O veículo, comprado pelo pastor Columbié para transportar os membros da igreja, foi apreendido pelas autoridades em dezembro passado, sem aviso ou qualquer explicação. O carro teria sido devolvido ao proprietário original, que tem laços familiares com um indivíduo do Comitê Central do Partido Comunista Cubano.
O ataque foi precedido por telefonemas anônimos dizendo ao pastor e sua família que não reclamassem às autoridades sobre o confisco do veículo, pois caso o fizessem, enfrentariam as conseqüências. O mais provavel é que o ataque esteja ligado à decisão do pastor Columbié.
O pastor não se lembra de nada sobre o ataque, mas foi constatado o roubo dos documentos relativos ao veículo. Pastor Reutilio, 41, está agora se recuperando em casa sob os cuidados de sua esposa Maida Perez e seus três filhos, mas ainda luta para recuperar a fala e a memória prejudicadas pelo ataque. Sua filha diz também que ele tem sentido náuseas e tonturas frequentes.
A família recebeu garantias de que será feita uma investigação sobre o ocorrido com o pastor, mas as autoridades voltaram atrás alegando que já se passou muito tempo após o ataque.
"Cuba carece de uma legislação que proteja a liberdade religiosa e garanta as propriedades das igrejas", disse Mervyn Thomas, Chefe do Executivo da agência CSW (Christian Solidarity Worldwide). Isto, combinado com o fato de que todas as questões religiosas são tratadas pelo Gabinete de Assuntos Religiosos do Comitê Central do Partido Comunista Cubano (PCC, ao invés de  canais regulares judiciais, deixa os grupos e líderes religiosos vulneráveis ao abuso e descaso, sem meios para recorrerem das decisões tomadas.